QREN – PONorte – “Imateriais da Cultura” – Candidaturas
Submetidas
Submetido para apreciação 2 candidaturas
-Inventário Histórico
Artístico da Diocese Bragança-Miranda (1ª Fase) – Valor 586.236,98€
-Rota da Pintura Mural da
Terra Quente e Douro Superior – Valor: 549.440,83€
Parcerias das candidaturas, firmadas por protocolos, entre a Associação
Terras Quentes e:
-Diocese
Bragança-Miranda
-Departamento
de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
-Escola
das Artes das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Núcleo do Porto)
-Instituto
Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
-Associação
de Municípios da Terra Quente
-Associação
de Municípios do Douro Superior
-Câmara
Municipal de Alfândega da Fé
-Câmara
Municipal de Carrazeda de Ansiães
-Câmara
Municipal de Freixo de Espada à Cinta
-Câmara
Municipal de Macedo de Cavaleiros
-Câmara
Municipal de Torre de Moncorvo
-Câmara
Municipal de Vila Flor
Composição das Comissões de Acompanhamento
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Entidade
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Representante
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Diocese Bragança-Miranda
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Presidente Comissão Arte Sacra
- P. Delfim Gomes
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Fac. Letras Universidade de
Lisboa
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Professor Doutor Vítor Manuel
Veríssimo Serrão
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Escola das Artes Universidade
Católica
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Prof. Doutor Gonçalo
Vasconcelos e Sousa
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Polícia Judiciária
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Dr.ª Leonor Sá
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Câmara Municipal Alfândega da
Fé
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Presidente João Carlos
Figueiredo
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Câmara Municipal de Carrazeda
de Ansiães
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Presidente Eugénio Rodrigo
Cardoso Castro
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Câmara Municipal de Freixo de
Espada Cinta
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Presidente José Manuel
Caldeira Santos
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Câmara Municipal de Macedo
Cavaleiros
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Presidente José Beraldino Pinto
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Câmara Município de Torre de
Moncorvo
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Presidente Assembleia
Municipal Celso Deguncho
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Câmara Municipal de Vila Flor
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Presidente Artur G. G. Vaz
Pimentel
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Associação Municípios da Terra
Quente
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Presidente Eugénio R. Cardoso
de Castro
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Associação Municípios do Douro
Superior
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Presidente António G Sá Moraes
Machado
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Associação Terras Quentes
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Presidente Carlos Alberto
Santos Mendes
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RESUMO DA MEMÓRIA DISCRITIVA
INVENTÁRIO HISTÓRICO-ARTÍSTICO
DA DIOCESE BRAGANÇA-MIRANDA
INTRODUÇÃO
O Inventário
Histórico-Artístico da Diocese de Bragança-Miranda é um projecto que pretende
englobar a totalidade dos doze concelhos que fazem parte do Distrito de
Bragança, e que ambiciona inventariar a globalidade do património sacro desse
mesmo Distrito. O Inventário é uma necessidade real e efectiva para o distrito
e seus principais agentes (culturais, turísticos, comerciais e de administração
pública). Do mesmo modo, agentes exteriores ao distrito de Bragança, mas com
uma vasta área de influência, sentem igualmente a mesma escassez de informação,
a morosidade na resolução dos problemas e falha de segurança no domínio do
património. Provam-no as diferentes partes que integram o projecto.
Ao mesmo,
associam-se organismos de diferentes naturezas (públicos e privados), com
finalidades distintas (ensino, religião, património, segurança, administração),
com raios de acção desiguais (nacionais, regionais, locais), provenientes de
diferentes centros do país (Bragança, Porto, Lisboa), mas a todos é comum a
mesma preocupação, a salvaguarda do património histórico e artístico,
mobilizando para tal os seus esforços e recursos. As diferentes experiências e
conhecimentos que as partes envolvidas neste projecto têm ganho através do
contacto directo que têm mantido com o património regional e nacional
português, são garantias para uma sólida base de trabalho, tão necessária dada
a enorme dimensão do trabalho a realizar.
O património
artístico em causa, para além de desconhecido entre os meios científicos e a
população em geral, também o é para as instituições mais próximas, falamos
concretamente dos titulares dos bens patrimoniais em causa, de instituições
locais de defesa e de salvaguarda do património, de organismos promotores de
actividades culturais, pedagógicas ou turísticas.
Estas
instituições, apesar de reconhecerem que o património a inventariar é muito
vasto e diversificado, são incapazes de determinar com a exactidão necessária o
seu número e o seu género. O conhecimento deste facto, isto é, o conhecimento
da inexistência de um registo ou inventário, tem dado azo ao desaparecimento
gradual de muitos bens sem que do crime se pudesse prestar provas, pois falta
elementos fundamentais para prova de propriedade, inclusivamente os elementos
mais básicos
(peso, dimensões
e fotografias). Os bens patrimoniais inventariáveis devem ser encarados de
forma globalizante com a vista a conhecer/proteger/salvaguardar o conjunto e
não apenas partes fragmentadas. Assim o Inventário, como selo de garantia,
deverá assegurar a integridade do objecto a salvaguardar, assim como o meio que
o envolve, desta forma a inventariação funcionará como uma garantia de
protecção global e não parcial.
Como qualquer
inventário de maior ou menor complexidade, de maior ou menor diversidade, de
maior ou menor exigência, também este é uma necessidade. É uma necessidade
porque não se conhece sequer o mínimo daquilo que está em causa, ou seja,
conhecer as obras de arte e documentos históricos que a Diocese de
Bragança-Miranda tem em sua posse, integradas e distribuídas nos locais de
culto. Esta situação de indefinição e de desconhecimento relativamente ao
património é muito grave, pois tem sido aproveitada para espoliar estes locais
de culto dos seus bens mais preciosos. Ao mesmo tempo, tem criado enormes
dificuldades a organismos regionais de promoção e de defesa do património
(públicos e privados), já que a limitada informação reunida por estes tem sido
manifestamente insuficiente para os objectivos a que se propõem atingir.
Por outro lado,
noutras áreas de trabalho, como são a educação e ensino ou na indústria ligada
ao turismo, a mesma falha tem sido consideravelmente notada, sendo um enorme
obstáculo para a fixação e desenvolvimento destas.
O que está
igualmente em causa é avaliar o estado de conservação destas obras de arte,
saber que patologias apresentam, que cuidados requerem e com que urgências os
necessitam. O conhecimento do estado de conservação dos objectos artísticos é
um factor de enorme importância para a correcta administração destes bens, pois
sem esse conhecimento não é de todo possível implementar um plano de
recuperação e protecção. É por isso, por ignorância destes e doutros dados que
vão constar neste inventário, que continuamos a assistir à perda destes valores
(materiais e imateriais), em muitos casos, de forma irremediável. Às más
práticas de restauro que tem vindo a minorar o valor estético e patrimonial das
obras de arte, este projecto deverá responder com uma lista de empresas,
laboratórios e oficinas de conservação e restauro que garantam boas práticas e
intervenções conscienciosas. Os proprietários destes bens patrimoniais, sejam
classificados ou não, quando pretendam intervencioná-los deveram cingir-se a
esta lista de instituições certificadas para tal.
As associações e
organismos com interesses patrimoniais ficam com conhecimento de uma realidade
patrimonial vastíssima, que de outra forma seria impossível fazê-lo, podendo
agir correctamente e atempadamente na defesa do património ameaçado.
Às seis (6)
Câmaras Municipais, que entram nesta primeira fase do projecto, é lhes facultado
um precioso instrumento de trabalho na promoção do seu concelho e da sua região
a nível cultural e artístico, permitindo-lhe também direccionar de forma consciente
investimentos, privados e/ou públicos, na preservação dos bens patrimoniais em
falta.
O meio académico
vê o seu campo de investigação alargado com acesso directo a informação inédita
e inexplorada, matéria-prima na construção do conhecimento histórico e
científico. Este Inventário possibilita, também, reforçar a componente prática
dos cursos (História da Arte e Património e Conservação e Restauro),
contribuindo para uma significativa melhoria na formação dos seus alunos, o que
acontecerá com a participação dos mesmos nos trabalhos de inventariação e
conservação e restauro em regime de voluntariado.
Este Inventário
pretende atingir um grupo muito mais vasto de pessoas e instituições, querendo
fazer-se repercutir noutras áreas para além das já conhecidas culturais,
educacionais, administrativas, patrimoniais e de segurança. É a todo o distrito
que interessa este projecto, a toda região do nordeste transmontano e a todas
as pessoas que nele vivem e trabalham. Às actividades económicas ligadas à
indústria do turismo (comércio, artesanato), bem como aos próprios agentes
desta área, este projecto faculta-lhes uma base de trabalho de longa duração,
extremamente vasta e por explorar. Faculta-lhes igualmente locais, momentos e oportunidades
de discussão que passam pelas possibilidades de rentabilização económica deste
trabalho de inventariação, seja no sector privado ou no público. Cria também
hábitos culturais periódicos marcantes, verdadeiros dinamizadores sociais. Este
projecto deverá, também, ter um carácter amplamente pedagógico junto das
populações que interagem diariamente com os bens patrimoniais, ensinando-lhes
técnicas de acondicionamento e limpeza simples que são um garante de protecção
imediata e futura.
O Inventário Histórico-Artístico da Diocese de Bragança-Miranda
deverá funcionar como um motor de desenvolvimento na reabilitação, estudo e
valorização do património sacro do Distrito de Bragança, ao mesmo tempo que
deverá potenciar investimentos na área turística, com criação de rotas
culturais temáticas e mistas em articulação com municípios que fazem parte
integrante do projecto. O Distrito fica, assim, munido de um instrumento capaz
de rentabilizar os meios patrimoniais em benefício das populações locais
através de investimentos, públicos ou privados, ligados às áreas do turismo,
promoção de produtos locais e construção/ reabilitação de imagens/produtos de
marca.
Como se pode acreditar e se pôde (e pode) constatar, a influência
deste inventário ultrapassa a região onde irá incidir, ainda que seja
fundamentalmente orientado para aí, despertando a atenção a diversos pontos do
país e várias instituições assinaláveis. Contudo, é na região onde incidirá que
a sua utilidade mais será notada, pela ausência neste e em tantos outros
domínios.
OBJECTIVOS
E FINALIDADE DO PROJECTO
INVENTARIAÇÃO DOS
BENS HISTÓRICO-ARTÍSTICOS DA DIOCESE DE
BRAGAÇA-MIRANDA.
ACÇÃO I
1.1 – O
Inventário Histórico-Artístico da Diocese de Bragança-Miranda incidirá nas
áreas seguintes: 1) Documentação gráfica; 2) Documentação fotográfica; 3)
Imaginária; 4)
Arquitectura (quando desta área não existir registo ou inventário realizado por
outras instituições); 5) Pintura; 6) Têxtil; 7) Mobiliário; 8) Ourivesaria; 9)
Cerâmica; 10)
Escultura Arquitectónica; 11) Outros.
1.2 – Na primeira
fase do projecto de Inventário Histórico-Artístico da Diocese de
Bragança-Miranda, irão ser inventariados os concelhos de Vila Flor, Torre de
Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé e
Macedo de Cavaleiros.
1.3 – São
considerados relevantes para o Inventário das obras de arte os dados referentes
às suas características estilísticas, volumétricas, formais, históricas, qualitativas,
quantitativas, de conservação, fotográficas, numéricas, entre outras.
1.4 – O processo
de registar as mais diversas características das obras de arte tende a
respeitar, observar e demonstrar a sua unicidade. Algo que se torna incomparavelmente
mais completo que o vulgo Bilhete de Identidade (pessoal), cujos campos de descrição
e de identificação são reduzidos. Este procedimento assegura e confere
protecção à obra de arte. As obras ao serem registadas ganham prova de existência.
1.5 – Existem
três níveis de aproximação a uma peça. Um primeiro nível de carácter mais
aprofundado, um segundo nível intermédio e um terceiro nível onde apenas se
regista de forma sumária as características básicas das peças a inventariar. O
carregamento da informação na base de dados, concebida para o efeito, irá ser
feito nos locais de culto, podendo em diversos casos ser complementada e
actualizada posteriormente.
1.6 – Criação de
um instrumento dissuasor a crimes diversos que têm como objecto a arte sacra,
tais como: vandalismo, roubo, burla. A todos estes crimes o inventário serve
como factor dissuasor, já que as obras inventariadas ficam devidamente
cadastradas, sendo possível a prova de crime e a sua posterior identificação e
adquirem estatuto de obra protegida.
1.7 – Criação de
um instrumento para análise, estudo e produção científica, sem o qual a
historiografia local, regional e nacional (História, História da Arte,
Arqueologia) não se pode desenvolver. Qualquer inventário serve de estímulo
para este tipo de produção, pois a informação recolhida por este não é fechada
ou definitiva e sim sintética e específica, servindo de base para estudos de
conjunto e de âmbito mais alargado. É pois uma ferramenta de trabalho essencial
na produção de Monografias, Dicionários, Artigos, Catálogos, Enciclopédias,
Histórias, etc.
1.8 – Criação de
um instrumento promotor de lugares, vilas, cidades, concelhos, regiões e
países, útil a várias entidades (tais como as associadas no projecto)
detentoras e administradoras do património (Igreja, autarquias locais,
particulares), bem como a outras que dependem directamente e indirectamente
deste para o seu desenvolvimento, falamos concretamente dos agentes de turismo
(agências de viagem, unidades hoteleiras, comerciantes, transportadoras,
empresas turísticas, museus, etc.).
1.9 – Criação
sustentável de emprego na área da cultura (indústria cultural, núcleos
museológicos, administração de bens culturais, artesanato, etc.).
1.10 – Criação de um instrumento imprescindível para
os agentes de defesa e salvaguarda
do património, bem como para os proprietários desses mesmos bens, na medida que lhes possibilita avaliar o estado de
conservação do património em causa, definindo dessa forma planos de acção e de intervenção correctos
que, de outra forma, sem uma avaliação qualificada e conjunta, seria impossível
de se conceberem.
1.11 – Numa fase
a médio/longo prazo, após as primeiras iniciativas promocionais do inventário e
do património em estudo, em que se contam edições de catálogos, exposições,
primeiros artigos e literatura histórica-artística, mas sobretudo findo o
inventário com a cobertura total do distrito de Bragança, conta-se com a
deslocação de pessoas ou grupos aos locais de culto, motivadas por interesses
culturais.
Este facto é
importante pois é revelador e gerador de dinamismo, pois prova a potencialidade
do património enquanto produtor de riqueza, enquanto fixador de pessoas,
enquanto animador sociocultural, etc. Este facto vai contribuir para vários
tipos de desenvolvimento nos locais mais visitados, obrigando a alterações
extremamente positivas no quotidiano das pessoas, desde o acompanhamento dos
visitantes até à visita guiada (sendo necessário alguma formação ou orientação
neste aspecto).
DELINEAMENTO DE UM PLANO DE
ACÇÃO AO NÍVEL DA
CONSERVAÇÃO E RESTAURO DAS
PEÇAS INVENTARIADAS. RESTAURO
DE OBRAS DE REFERÊCIA. ACÇÃO II
2.1 – Durante a execução do Inventário Histórico-Artístico da
Diocese de Bragança-Miranda a equipa de inventariantes deverá elaborar uma
lista (Lista regra de Conservação e Restauro), onde por ordem de urgência
constará todas as obras em mau estado de conservação e a necessitar de uma
intervenção rápida. De forma a evitar investimentos desnecessários em
detrimento de peças em que a intervenção é urgente.
2.2 – O projecto
de Inventário prevê uma verba para restauro de peças consideradas relevantes e
fundamentais para a História da Arte regional e nacional, pelos Técnicos de
Inventário e de Restauro e a requererem importantes cuidados. As obras de arte
escolhidas deverão constar na Lista regra de Restauro.
2.4 – Todas as
obras constantes na Lista regra de Restauro deverão integrar um outro Projecto,
a implementar, de ajuda ao património (Projecto Ajude o Património).
Neste último
projecto, pretende-se sensibilizar todas as forças do distrito, bem como nacionais,
para a recuperação de grande parte das obras de arte constantes na Lista.
2.5 –
Sensibilização dos particulares e organismos para a exigência deste tipo de trabalho,
requerendo o mesmo mão-de-obra qualificada e especializada. Ao se exigir a especialização
nesta área, desincentivam-se as intervenções não especializadas ainda muito em
voga e que danificam irremediavelmente a arte sacra desta região do país.
2.6 – Durante o
inventário de campo, caberá às equipas de inventariação e conservação e
restauro, reunirem-se com as pessoas responsáveis/zeladoras dos bens
patrimoniais e dar-lhes formação direccionada para os problemas gerais das
peças (acondicionamento e conservação) e particulares (os problemas específicos
desta e daquela peça e cuidados a ter no futuro. Facultar-se-á, aos mesmos, uma
lista de locais credenciados pelo Inventário onde possam recorrer para
intervencionar o património e uma brochura com informação sobre cuidados
básicos de limpeza, acondicionamento e manutenção das peças inventariadas.
RECOLHA DE DADOS RELATIVOS ÀS
CONDIÇÕES DE SEGURANÇA DOS ESPAÇOS DE CULTO E PATRIMÓNIO INTEGRADO. MARCAÇÃO DE
PEÇAS. SISTEMAS DE DETECÇÃO (CHIPS E MICRODOTS) E DE REFERÊNCIA – ACÇÃO III
3.1 – Marcação de
peças criteriosa, isto é, não integral das obras inventariadas, tendo em conta
o seu valor e importância histórica, artística e material. Segundo estes critérios
será aplicado o método mais eficiente de marcação.
3.2 –
Preenchimento do Questionário de Avaliação de Riscos de Segurança, fornecido
pela Polícia Judiciária, verificando-se desta forma uma cobertura do Distrito
de Bragança também neste ponto.
3.3 – Desta
acção, dependendo dos resultados analisados, cruzados com as informações
recolhidas durante o inventário referentes ao valor patrimonial em questão nos
locais de culto em questão, serão emitidos pareceres sobre a segurança e
medidas a serem implementadas nos locais de culto dados como vulneráveis.
3.4 – No fim da
inventariação de cada espaço de culto, deverá afixar-se uma placa no exterior
com a seguinte inscrição: Espaço Inventariado pelo Projecto Inventário da
Diocese de Bragança-Miranda, 2007-2013.
Com esta
iniciativa pretende-se dissuadir possíveis furtos, tendo em conta que é mais
difícil introduzir uma peça inventariada no mercado clandestino de arte sacra.
FORMAÇÃO DE VOLUTÁRIOS. FORMAÇÃO
LOCAL:
BOAS PRÁTICAS DE COSERVAÇÃO
PREVETIVA. ACÇÃO IV
4.1 – Formação e
aprendizagem através de estágios profissionais e voluntariado nas áreas de
História da Arte e Conservação e Restauro, contemplados no Protocolo celebrado
entre as entidades associadas (Associação Terras Quentes, Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa – Departamento de História e Universidade Católica Portuguesa
– Escola das Artes).
4.2 –
Desenvolvimento e aperfeiçoamento técnico e prático dos finalistas dos cursos
de História da Arte e Património (UL e outras universidades) e de Arte e
Património (UCP e outras universidades), participando integralmente no Projecto
do Inventário Histórico-Artístico da Diocese de Bragança-Miranda, nas suas
áreas de formação. Os finalistas e voluntários de História da Arte e Património
integram as equipas de inventariantes sob a orientação dos docentes do curso,
bem como dos próprios Técnicos de Inventário. O mesmo se passa com os
finalistas do curso de Arte e Património, serão orientados pelos docentes da
Escola e pelos Técnicos de Restauro “Terras Quentes”.
4.3 – Limpeza
superficial (de depósitos) das obras de arte a inventariar, sobretudo móveis
(obras com mobilidade). Pretende-se com esta acção libertar as obras de arte do
depósito que as cobre (por necessidades intrínsecas ao inventário).
4.4 – Com a mesma
acção, pretende-se demonstrar junto dos responsáveis e zeladores do património
em causa o modo de proceder correcto para que a integridade da mesma não seja
violada.
4.5 –
Acondicionamento (arrumação em condições ideais para preservar de deterioração)
das obras de arte inventariadas. Com esta acção, pretende-se demonstrar aos
zeladores e responsáveis destes bens, formas e alternativas de acondicionamento
não danificadoras das matérias ou materiais que as compõem.
4.6 – Melhoria no
modo de tratar e considerar as obras de arte por parte dos zeladores e
responsáveis, conferindo-lhe maior importância que no passado, dado o cuidado e
a atenção que a cercam. Por conseguinte, a peça deixa de estar exposta a um
número considerável de agentes físicos agressores (xilófagos, humidade, calor, exposição
prolongada de luz, a descoberto acumulando poeiras, etc.), passando a estar
mais protegidas e ao abrigo dos mesmos, o que faz com que intervenções mais profundas
(químicas) possam ser adiadas.
4.7 – Este
Projecto de Inventário Histórico-Artístico da Diocese de Bragança-Miranda
pretende, para além do seu objectivo, vir a estimular todas as áreas e agentes
ligados directamente e indirectamente à cultura e salvaguarda do património, de
modo a que estes se sintam confiantes e seguros a investir no património que se
começa a conhecer através deste instrumento basilar que é o inventário. Os
empregos que poderão ser gerados terão segurança na sua existência. Espera-se
uma resposta positiva, entre outros, da indústria de turismo, empresas ligadas
à conservação e restauro, associações ligadas à salvaguarda de bens do
património, agentes hoteleiros e comerciantes.
APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS: DIRECTA E PERMANETEMENTE(SÍTIO DE
INTERET, GUIAS E CATÁLOGOS); PÚBLICA (CICLO DE CONFERÊCIAS INTERNACIONAIS E
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA). ACÇÃO V
A apresentação de
resultados divide-se em dois blocos, apresentação indirecta e apresentação
directa. Catálogos
5.1 -
Apresentação dos resultados obtidos de forma indirecta, quer pela publicação de
um catálogo resultado de uma exposição final, quer por meio de guias ou ainda
através de um sítio de internet criado especificamente para divulgar o
património da Diocese.
5.2 – Exposição
temática temporária (duração aproximada de seis meses) onde figurarão peças
escolhidas com base no inventário. A exposição em causa terá temática sacra (a
definir).
5.4 – Pretende-se
organizar um Ciclo de Conferências Internacionais. Pretende-se com isto prestar
provas do trabalho realizado, problematizar aspectos desse mesmo trabalho,
confrontar e debater ideias, sensibilizar os presentes para as questões do
património, desafiar a participação de todos, criar desde logo instrumentos
básicos de acção para organismos de defesa e salvaguarda do património, etc.
5.5 – Do
confronto e debate de ideias pretendem-se novas ideias para o projecto. Da
sensibilização dos presentes para as questões do património, pretende-se que
estes hajam favoravelmente com o património, assumindo responsabilidades e
compromissos.